
Nos últimos meses, um qualquer ser que preste atenção ao que se tem dito e escrito na quase totalidade dos meios de comunicação social é um potencial (se não convicto) pessimista.
A culpa não é, naturalmente, de quem transmite a mensagem mas, sim, como a interiorizamos. É certo que a realidade, não foi, não é e nunca será a realidade idealizada por cada um dos seres que ouse pensar sobre ela. Contudo, esta impossibilidade natural diz-nos que, provavelmente, nunca estaremos de acordo sobre tudo e sobre todos. Mas isto não é uma condição suficiente para que o pessimismo reine.
Esta tendência em ver e pensar sempre o lado negativo das coisas e das pessoas (a quem defina assim o pessimismo) não é, segundo alguns filósofos, algo inato à nossa condição humana mas algo imposto pela sociedade e pelas crenças em que ela se fundamenta. Ou seja, não somos pessimistas por defeito mas sim optimistas.
Portanto, não será com pessimismo que verei as próximas eleições. A minha condição natural não o permite. Seria extremamente fácil renegar a tudo aquilo que se apresentará ao escrutínio e enviar para as urtigas todos os chavões e promessas “prometidas” que ouviremos nos próximos tempos. Eu bem sei que vai ser difícil mas darei o benefício da dúvida a todos eles.
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