19/10/2009

Editorial n'O BASTO (20 de Outubro de 2009)


Actos Eleitorais

Findado o último acto eleitoral, à partida, sentimos-nos “politicamente” mais aliviados. Nada contra o momento alto do exercício democrático, que é o acto de eleger os nossos governantes e representantes. Pelo contrário. Porém, tudo o que envolve o acto eleitoral é, para mim, uma fonte metafórica de água sulfurosa. Bebe-se mas com moderação. Começando nas eleições europeias, em que se discutiu as legislativas, passando pelas eleições legislativas, em que se discutiu as escutas em Belém, até às eleições autárquicas, em que nada se discutiu, a política, o acto de determinar a arte de governar, se centrou no supérfluo e no “futebolisticamente” interessante. Nada de surpreendente. Já vivemos outros actos electivos.

Agora, como os resultados eleitorais demonstraram, continuaremos com as mesmas personagens mas em circunstâncias diferentes.

Ganhámos uns sacos, uns lápis, umas fitas métricas e uns acontecimentos pouco democráticos. A Democracia é isso. Um acto popular de eleição … de brindes. Quando é que perceberemos que só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e de decidir? Pois, a liberdade é extremamente relativa quando estamos “democraticamente” presos a algo ou a alguém. Enquanto isso, o sistema agradece e o povo obedece.

4 comentários:

  1. Tens muita razão, mas o que será necessário para que, se facto, possa haver liberdade a sério no nosso concelho?
    Uma nova revolução?
    Eu sugeria uma mudança não só de atitude mas também de algumas mentalidades.

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  2. Uma verdadeira mudança de mentalidade (em termos gerais) seria uma passo enorme...

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  3. Minha Nossa... o que p'raqui vai...

    Havia alternativa? onde? eu não vi nada!!!

    Confortem-se, ´lá terá que ser.

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